Lendas

Lenda de Dona Loba 

Conta-se que antigamente, quando S. Gonçalo edificava o seu convento, que não o actual, existia uma proprietária rica em terrenos e possuidora de grandes manadas de gado e detentora de um belo e enorme Solar de nome Dona Loba. 
 Deste edifício, segundo afirmação do povo, ainda possivelmente existirá, parte das suas ruínas, no lugar da Torre, da freguesia de Padronelo, do Concelho de Amarante. 
 Mas a referenciada senhora Dona Loba, além de vasta em haveres móveis e imóveis, era também vasta fisicamente. 
Certo dia, S. Gonçalo busca o auxílio daquela, e pede-lhe algumas juntas de bois com a finalidade de transportarem a preciosa pedra para a sua obra religiosa arquitectónica. 
A dona dos animais, Dona Loba, aceita o pedido do Santo, mas previne S. Gonçalo de que como os bois nunca foram habituados a laborar, seria uma "missão" muito difícil, considerando inclusivamente, impossível colocá-los no carro, pois os animais eram muito bravos, para a execução da tarefa pretendida. 
Dona Loba, curiosa, sobre de que forma o Santo Evangelizador lidaria com os animais, interpela-o, perguntando-lhe, a solução para o problema.
S. Gonçalo, solicita à dona, um fio da sua roca, com que se encontrava a fiar, e responde-lhe que tudo se arranjará. 
E perante o enorme espanto e admiração de Dona Loba e de todos os presentes, apenas com o uso de um fio tão frágil, os dois bois deixaram-se amarrar e atrelar ao carro, de tão dóceis que ficaram. 
Também de acordo com a lenda, foi das fraldas do Marão que foi transportada toda a pedra para a construção do convento. 
E assim, se finaliza a pequena lenda sobre Dona Loba.

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